Muitos resultados positivos têm sido divulgados recentemente sobre o comércio eletrônico, como: O Comércio Eletrônico brasileiro foi aprovado por 86,3% das pessoas que compraram algum item pela Internet no mês de abril, de acordo com pesquisa da e-bit e do Movimento Internet Segura; e ainda: o comércio eletrônico nacional faturou R$ 2,3 bilhões no 1° trimestre de 2009, um crescimento nominal de 25% em comparação ao mesmo período de 2008, conforme levantamento da e-bit.
De acordo com a especialista em usabilidade, Mercedes Sanchez, quem compra está satisfeito, mas e quem não compra? E quem tinha intenção de comprar e não comprou porque o site não atendeu às expectativas, não foi fácil de usar? E quem ficou satisfeito com um site, depois de ter passado por vários outros nos quais ele não conseguiu encontrar o que precisava ou fazer a compra? Será que se todos que entrassem no site efetuassem a compra, esses resultados não seriam ainda maiores?
“É exatamente isso que o nosso estudo mostra: que muitos sites não estão direcionando seus usuários para a compra e que estão perdendo vendas e clientes. Levantamos os problemas de usabilidade que são obstáculos para o usuário no momento em que está escolhendo o produto, ou seja, muitos usuários não finalizarão uma compra online porque a página de produto não oferece a informação necessária e desejada, de forma simples, na linguagem que eles entendem e não os direcionam adequadamente para a compra. O comércio eletrônico poderia crescer muito mais se os sites fossem mais fáceis de usar”, completa Mercedes.
De acordo com a responsável pela pesquisa, Mercedes Sanchez, “escolhermos a página de produto porque ela é tão importante quanto a home, pois hoje muitos usuários chegam às lojas virtuais por meio de buscadores e caem direto nessa página”.
A pesquisa levantou os principais problemas presentes nas páginas de produto:
Informação relevante para o usuário não tem destaque - em primeiro plano, muitas vezes vem o que a empresa quer “empurrar” para o cliente: vendas casadas, venda de acessórios, de garantia estendida, etc. A descrição do produto, que é o mais importante para o usuário decidir a compra, fica em segundo plano.
Falta conquista - muitos sites focam apenas na ação final de comprar. Desconsideram que a compra é um processo, não conhecem ou desrespeitam a vontade do usuário, não sabem conquistar o cliente e perdem vendas.
Imagens que não ajudam a vender - a maior parte dos sites disponibiliza poucas imagens, muitas vezes pequenas e de baixa qualidade, que não mostram detalhes dos produtos. Como ninguém quer comprar um produto sem ver antes, o usuário vai procurar imagens melhores no site concorrente.
Letra difícil de ler - muitos sites ainda usam letra muito pequena, com pouco contraste (”cinzinha”), o que dificulta a leitura de informações essenciais para decidir a compra: características do produto, prazo de entrega, garantia, etc.;
Navegação não privilegia a compra - quando o usuário fica em dúvida e quer ver produtos similares, tem dificuldades. Filtros por marca, faixa de preço e características não existem, e os menus secundários desaparecem na página de produto.
Descaso na descrição do produto - a informação aparece incompleta, incorreta, com erros de ortografia e de digitação. Há uso excessivo de termos técnicos sem explicação e textos marketeiros em detrimento de textos informativos.
Cadê o botão de “Comprar?” - por incrível que pareça, em muitos sites não é fácil achar ou identificar o botão “Comprar”. Ele não tem destaque, fica abaixo da rolagem, e possui formato, ícone ou texto fora dos padrões da web.
Foram avaliadas as páginas de produto dos sites: Casas Bahia, Compra Fácil, Extra, Fnac, Gimba, Kalunga, Netshoes, Saraiva, Submarino, Polishop, Sack´s, Wal-Mart e lojas da Claro, TIM e Vivo.
Pollyana Melo na administradores.com.br