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Mitos e verdades sobre o planejamento

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O planejamento estratégico de comunicação, conhecido lá fora como Account Planning, é descrito por muitos como “pensar antes de fazer” e também como “trazer o consumidor para dentro do processo de desenvolvimento da comunicação”. Existem, no entanto, muitos mitos sobre essa disciplina que é, relativamente, nova - principalmente aqui no Brasil. Para tentar esclarecer um pouco, seguem abaixo alguns pontos muito interessantes publicados em uma edição da Advertising Age de 1991 e que foram parar na Wikipédia. Vamos lá:

Mito: O planejamento é a solução para as fraquezas da indústria da publicidade.
Verdade: O planejamento pode fortalecer o produto criativo da agência, mas nenhuma disciplina isolada consegue resolver todos os problemas.

Mito: O planejamento leva à criatividade inovadora
Verdade: O planejamento traz o contexto do consumidor para o desenvolvimento do trabalho criativo, mas criatividade inovadora é resultado de uma equipe criativa superior.

Mito: O planejamento é a chave para conquistar novas contas.
Verdade: A conquista de contas é uma atividade coletiva, que exige todos os departamentos da agência trabalhando de forma integrada.

Mito: Existe um processo de planejamento.
Verdade: Há inúmeras maneiras de executar um bom planejamento. Habilidades intuitivas, paixão por propaganda e envolvimento pessoal são todos essenciais, além de um ótimo ponto para começar.

Mito: Planejamento é um novo nome para pesquisa.
Verdade: Pesquisa é apenas algumas das ferramentas que os planners utilizam para descobrir informações que podem gerar insights.

Mito: Planejamento e pesquisa podem coexistir.
Verdade: Cada departamento deve ter uma definição clara do seu papel e deve saber quem é responsável por quem.

Mito: Planejar é papel do planner.
Verdade: Boas soluções podem vir de qualquer lugar e de qualquer pessoa.

Mito: Os planners ficam sentados na sala dado orientações enquanto os anúncios estão sendo criados.
Verdade: O planner deve articular a estratégia para a equipe criativa antes da propaganda ser criada.

Mito: É difícil achar bons planners.
Verdade: Planejadores podem vir de todas as áreas e disciplinas, e não só da propaganda.

chmkt.com.br

10 lições de usabilidade

quarta-feira, 22 de julho de 2009

1. Usabilidade é…

Usabilidade significa ter certeza de que algo funciona bem, e que uma pessoa com habilidade ou experiência média poderá utilizar o site atendendo seus propósitos, sem ficar frustrada.

2. Aplicações Web deveriam ser auto-explicativas

O mais humanamente possível, quando você olha para um site ele deve ser evidente. Óbvio. Auto-explicativo.

3. Não me faça pensar

Via de regra, as pessoas não gostam de quebrar a cabeça tentando entender como fazer algo. Se quem fez o site não liga para fazer as coisas óbvias, isso pode acabar com a confiança do próprio site e de seus publicadores.

4. Não me faça perder tempo

Muito do uso da internet é motivado pelo desejo de poupar tempo. Como resultado, usuários acabam agindo como tubarões: eles precisam continuar em movimento ou morrerão.

5. Usuários ainda se apegam ao botão “voltar”

Não há, realmente, uma penalidade por se adivinhar errado. Diferentemente do trabalho de um bombeiro ao combater um incêndio, a penalidade por se adivinhar errado em um site é há apenas um ou dois cliques no botão de “voltar”. Ele é uma das coisas mais utilizadas nos navegadores…

6. Somos criaturas de hábitos

Se encontramos algo que funciona, nos agarramos nisso. Uma vez que nos deparamos com uma situação que funciona, ainda que de forma bem ruim, nossa tendência é não olhar para nenhum outro caminho, mesmo que existam melhores. Usaremos formas melhores de navegar se esbarrarmos em alguma, mas raramente procuramos por isso.

7. Sem tempo para conversa fiada

Conversa fiada é como a entrada em um jantar: pouco ou nenhum conteúdo, basicamente para socializar. Mas a maioria dos usuários web não têm tempo para isso. Eles querem ir direto ao prato principal. Você pode e deve! eliminar as entradas (e conversinhas e enfeites e todo o blá blá blá) o máximo possível.

8. Não perca a busca

Algumas pessoas, usuários com algum domínio em sistemas de busca, irão quase sempre procurar uma caixa de busca ao acessar um site. Provavelmente são as mesmas pessoas que procuram o vendedor mais próximo ao entrar em uma loja.

9. Temos mapas mentais

Quando queremos voltar em alguma coisa em um determinado site, ao invés de responder a um tipo de sensor físico sobre onde isso está, temos que lembrar onde o que queremos está, dentro de uma hierarquia conceitual, e então refazer nossos passos.

10. Torne fácil o retorno ao início

Ter um botão à vista, em todos os tempos, dá certeza ao usuário que não importa o quão perdido ele esteja, sempre é possível recomeçar, como clicando num botão de reiniciar ou usando um cartão “saia da cadeia”.

Márcio Bastos na imasters.uol.com.br

Tome cuidado com o retroplanejamento

terça-feira, 14 de julho de 2009

Outro dia, recebi um e-mail de um profissional que trabalha em uma agência do interior de São Paulo me perguntando sobre a real função do planejamento. Segundo ele, seu papel como planner é apenas escrever defesas para peças já criadas. E, com base no que tem lido sobre o assunto, está achando que há algo de errado em trabalhar dessa forma. Como se trata de uma situação, infelizmente, muito comum, resolvi transformar a resposta em um post.

A essência do planejamento é desenvolver estratégias capazes de resolver problemas de comunicação e construir marcas. Com a elaboração de conceitos, valores e direcionamentos, ele inspira a equipe criativa para que criem trabalhos que influenciem as pessoas, atuando na sua forma de pensar e agir. Basicamente, é garantir que a propaganda funcione - afinal, um ótimo output precisa de um bom input. Ou seja, o planejamento tem a ver com ideias que ainda não foram executadas.

Ocasionalmente, um planner acaba defendendo criações já prontas, pois há algumas poucas demandas que não tem necessidade estratégica. Mas, como disse, é algo pouco freqüente. O grande problema é que muita gente ainda não entendeu o verdadeiro papel do planejamento e, para dizer que tem um na agência, acaba fazendo qualquer coisa.

Se a agência não tem um papel claro, bem definido e estruturado para o planejamento, o que acontece na prática é o retroplanejamento. Ou seja, o papel do planner acaba sendo dar um verniz científico a uma campanha já criada. Assim, ao invés de identificar um problema, o “planejamento” inventa um somente para dizer que a propaganda criada tem algum fundamento e, com isso, fazer com que o cliente aceite a ideia mais facilmente. Isso tira a razão de ser da disciplina, já que o retroplanejamento não tem influencia direta sobre o resultado da comunicação.

Portanto, se sua função de planner se resume a escrever defesas para campanhas já prontas, o que você está fazendo não é planejamento, e sim retroplanejamento. Se estiver nessa situação, é melhor mudar de agência ou abandonar a profissão. E, se você tem uma agência na qual a função do planejamento se resume a isso, é melhor rever seus conceitos ou desfazer a área de uma vez. Funcionando assim, você e seus clientes estarão jogando dinheiro fora. Pense bem.

Carlos Henrique Vilela na chmkt.com.br

Criação x Planejamento

terça-feira, 7 de julho de 2009

Jean Boëchat (diretor de criação) e Ken Fujioka (diretor de planejamento) da agência JWT conversaram com o pessoal do Brainstorm9 sobre criação e planejamento em uma agência de publicidade.

Braincast TV | 8.2 Criação x Planejamento

brainstorm9.com.br/tv