Está na moda. Hoje já não se fala mais arquiteto decorador e sim, Designer de interiores. A palavra Cabeleireiro já foi substituída por Hair Designer. A manicure que faz desenhos nas unhas, agora, é Nails Designer. E é fato que soa bem mais sofisticado. Mas, pra você, o que é design? É o que está nos guias, o que se aprende na faculdade? Design dá dinheiro?
Abel Chang, professor de Desenho Industrial na Universidad Nacional de Asuncion e coordenador de projetos no Núcleo de Design e Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acredita que o design gráfico só parece promissor para quem realmente gosta e tem talento para a área. Independente de estar ou não na moda, o Designer (estamos falando do gráfico, agora), para ele, não vale a pena para todos. “Apesar de designer parecer uma profissão muito promissora, eu acho difícil vê-la assim. Não vale a pena para quem não tem paixão por isso. Caso contrário, o profissional pode se frustrar com as condições de mercado e acabar pagando a faculdade para cortar papel e pintar com canetinhas”.
E se ser designer gráfico soa bacana, quem já está com metade do caminho andado ainda tem poucas expectativas. Alunos do curso acreditam que as empresas ainda contratam pessoas incapacitadas para fazer pequenos trabalhos. E quando se vê uma marca bonitinha e até bem desenhada, mas sem qualquer embasamento, os estudantes ficam cada vez mais incrédulos.
Mesmo assim, o design gráfico está em alta. A explicação talvez seja porque a tendência é que muitas empresas entendam que para garantir a fidelidade do consumidor, padronizar uma marca global e criar embalagens que se destaquem, é preciso design. Além de ser visualmente mais elaborado, o design tem de cuidar da forma, textura, anatomia do produto, bem como o cuidado com o meio ambiente e às necessidades do consumidor.
Um dos pioneiros do design gráfico no Brasil, Alexandre Wollner, explica, com propriedade de quem consolidou marcas como Itaú, Philco, Indústrias Klabin, Eucatex, Hering e Metal Leve, o que é um bom design e o que definitivamente, não é. O vídeo-documentário tem 85 minutos, mas pode mudar muito mais tempo da sua idéia sobre o que é design.
Thaís Yamanari





