Arquivo de dezembro de 2009

O que é um bom design?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Está na moda. Hoje já não se fala mais arquiteto decorador e sim, Designer de interiores. A palavra Cabeleireiro já foi substituída por Hair Designer. A manicure que faz desenhos nas unhas, agora, é Nails Designer. E é fato que soa bem mais sofisticado. Mas, pra você, o que é design? É o que está nos guias, o que se aprende na faculdade? Design dá dinheiro?

Abel Chang, professor de Desenho Industrial na Universidad Nacional de Asuncion e coordenador de projetos no Núcleo de Design e Sustentabilidade da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acredita que o design gráfico só parece promissor para quem realmente gosta e tem talento para a área. Independente de estar ou não na moda, o Designer (estamos falando do gráfico, agora), para ele, não vale a pena para todos. “Apesar de designer parecer uma profissão muito promissora, eu acho difícil vê-la assim. Não vale a pena para quem não tem paixão por isso. Caso contrário, o profissional pode se frustrar com as condições de mercado e acabar pagando a faculdade para cortar papel e pintar com canetinhas”.

E se ser designer gráfico soa bacana, quem já está com metade do caminho andado ainda tem poucas expectativas. Alunos do curso acreditam que as empresas ainda contratam pessoas incapacitadas para fazer pequenos trabalhos. E quando se vê uma marca bonitinha e até bem desenhada, mas sem qualquer embasamento, os estudantes ficam cada vez mais incrédulos.

Mesmo assim, o design gráfico está em alta. A explicação talvez seja porque a tendência é que muitas empresas entendam que para garantir a fidelidade do consumidor, padronizar uma marca global e criar embalagens que se destaquem, é preciso design. Além de ser visualmente mais elaborado, o design tem de cuidar da forma, textura, anatomia do produto, bem como o cuidado com o meio ambiente e às necessidades do consumidor.

Um dos pioneiros do design gráfico no Brasil, Alexandre Wollner, explica, com propriedade de quem consolidou marcas como Itaú, Philco, Indústrias Klabin, Eucatex, Hering e Metal Leve, o que é um bom design e o que definitivamente, não é. O vídeo-documentário tem 85 minutos, mas pode mudar muito mais tempo da sua idéia sobre o que é design.

Thaís Yamanari

Design o quê?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

designer

Quando eu crescer, quero ser…

Há não muito tempo, cerca de uma década, pouco se conhecia sobre o curso de design gráfico. Alguns cursos já existiam, mas poucos conheciam o trabalho e a confusão tachava o profissional como simples desenhista. Embora os cursos sejam, de certa forma novos, a raiz do design está na pré-história. Aqui no Paraná, na Universidade Estadual de Londrina, o curso foi implantado em 1997, e de lá pra cá cresceu estrondosamente o número de cursos de design em vários segmentos: industrial, moda, web, produto, entre outros. Com essa ´disseminação´, por assim dizer, o designer ganhou mais visibilidade no mercado e isso refletiu nos processos seletivos para ingressar no curso. Atualmente, não só aqui em Londrina, como em Minas Gerais, Pará, entre outros Estados, o curso de Design Gráfico só perde em concorrência para o curso de Medicina. Isso mesmo, os cursos mais tradicionais como Direito e Engenharia já não estão entre os mais concorridos. Se por um lado, essa grande procura foi boa para que o designer seja reconhecido, por outro, ainda hoje, muitos não sabem exatamente como é sua trajetória acadêmica e associam a palavra design erroneamente. Segundo o guia que atrai os vestibulandos (que seja um dos grandes expoentes para a escolha do curso), Design Gráfico “é a criação de projetos gráficos para publicações, anúncios e vinhetas de TV e internet. O designer desenvolve o visual de jornais, revistas, livros, panfletos, anúncios e outdoors, adequando-o às necessidades do cliente. Também cria logotipos e papelaria para firmas individuais, comerciais e industriais, com o objetivo de torná-los atrativos e facilitar a leitura. Escolhe as letras para os textos, define o tamanho das colunas de uma página impressa, seleciona e padroniza cores e ilustrações e projeta embalagens. Desse modo, torna a comunicação mais eficiente e agradável. Cuida da programação visual de marcas veiculadas em anúncios e campanhas, inclusive em espaços públicos onde a informação deve ser compreensível até para o público iletrado. No campo digital, elabora websites e CDS. Pode trabalhar em editoras, agências de design e de publicidade e birôs de computação gráfica e produtoras.”

Além de tudo isso, quando se formar, não vai precisar trabalhar de jaleco, mas essa é outra história.

Texto: Thaís Yamanari